talking with the author 2

Assim como foi prometido no "Talking with the author 1", com a Agatha, a autora de Arabella, hoje trago-vos a segunda parte dessa ...

Assim como foi prometido no "Talking with the author 1", com a Agatha, a autora de Arabella, hoje trago-vos a segunda parte dessa série de posts, com as treze respostas da Miriam, a autora de Alone Together. Caso não se recordem, tratam-se de treze perguntas em que as autoras nos falam da sua história e do seu percurso no mundo das letras.

1. Fala-nos um pouco sobre ti. 

Bem, chamo-me Miriam, tenho 15 anos, a caminho dos 16. Vou para o 11º no curso de Línguas e Humanidades. Adoro fazer as pessoas rir e adoro música. Adoro espaços que ninguém conhece e aprecia e adoro o cheiro de livros novos. De facto, adoro ler tudo o que seja e escrever um pouco de tudo. Sou capaz de passar horas seguidas a conversar e outras tantas a ouvir falar, adoro saber de onde vieram as pessoas e para onde vão.Sobre mim, vim de incentivo de ser o que raio quero ser e quer ser psicóloga, ou professora, ou qualquer outra coisa. Na verdade, quero ser tudo.

2. De onde surgiu a ideia para a tua história? 

As ideias para as histórias surgem-me sempre da mesma maneira - com as pessoas que conheço e converso no dia-a-dia. A Alone Together tem imenso de mim a nível psicológico, de coisas que eu vivi, ligeiramente alteradas, claro, mas achei que já estava na altura de haver uma fic que falei de tudo, literalmente TUDO e, apesar de estar no início, este vai ser sempre o básico da história. Resumidamente, esta fic veio de muito do que eu sou e de quem me fez como sou.

3. A personagem principal da tua história tem algo em comum contigo? O quê? 

O sarcasmo, a irritabilidade, a instabilidade, por onde começar? Ahahah, na verdade, a Adrianna é muito semelhante a mim. Ela é de extremos e não se contenta com o que lhe dão e com o inevitável. Tal como eu, defende a família acima de tudo. É quase uma versão exagerada de mim.

4. Para além de Alone Together, tens mais algum projeto a decorrer? Se sim, fala-nos dele. 

Eu tenho outra história publicada, a Dawn, mas acho que a vou apagar para começar uma coisa completamente diferente. Tornou-se muito parecida com a Alone Together e perdi totalmente o interesse. Já comecei a escrever o meu novo projeto, mas só vai ser publicado quando eu estiver satisfeita e decidida a 100% de onde o quero levar.

5. Lembraste da primeira fanfic/história que escreveste? Se sim, notas evolução em ti mesma 

Lembro, claro, foi uma prenda de anos para uma amiga minha - Miriam, a dar prendas péssimas desde sempre. Noto imensa, ainda há pouco tempo a li e fartei-me de rir. A minha primeira fic era muito cliché e sonhadora, o que não é mau em doses certas, mas não funciona sempre. Agora consigo descrever bem lugares, personagens, sentimentos e criar um enredo muito mais realista.

6. Quais são os teus livros favoritos? 

"A rapariga no comboio", de Paula Hawkins e "À procura de Alaska", de John Green.

7. Quais são as tuas fanfics favoritas? 

A trilogia "Texting", "Blocked" e "Reconnected" (terminada), de Futuoharry, "Artwork", super bem escrita, de Alternatio, "Neighbours" de Leonortbh e, a nível de enredo e humor, "Alaska" da querida autora deste blog.


8. Lembraste da primeira fanfic que leste? Se sim, gostarias dela se a lesse agora? 

As primeiras fanfics que li foram ainda no Facebook, principalmente de amigas minhas, mas a primeira fic que acompanhei e adorei era sobre uma rapariga super maluca de cabelo vermelho e acho que continuaria a gostar dela hoje.

9. Porque é que escreves e há quanto tempo? 

Escrevo desde que me lembro de existir, para ser sincera, mas comecei no mundo das histórias com pés e cabeça há cerca de quatro anos. Escrevo hoje e sempre o fiz para me organizar, para me entender com todas as ideias que me vêm constantemente ao pensamento e, acima de tudo, escrevo para pôr um bocadinho de mim nas coisas.

10. Que detalhes tentas ter em conta quando escreves? 

Dias e horas. Eu juro que tento fazer tudo coerente: dias da semana, idades, tudo a bater certo, mas falho redondamente. A nível de história, tento pôr um bocadinho de tudo, todos os assuntos, para quem, por acaso, tropeça nas minhas histórias consiga pensar "Olha, aqui pareço mesmo eu." ou "Aplica-se mesmo na minha situação.".

11. Inspiraste em alguém? Se sim, em quem? 

Acho que é impossível não o fazer. Inspiro-me nos meus pais, no meu irmão, no meu grupo de amigos e inimigos, nas histórias das pessoas que vou conhecendo... Cada personagem que crio é uma mistura de personagens da minha vida.

12. Que três bons conselhos darias a alguém se estivesse a iniciar neste mundo? 

Primeiro, não te sintas acanhado por começar. Se tens a necessidade de escrever, não o deixes de fazer e mostrar por pensares que nunca ninguém vai dar crédito ao que escreves. Claro que nenhum de nós o faz para ter 1000 votos ou por todos adorarem o nosso trabalho, mas acredita que a apreciação vai chegar e que não é preciso ser apreciado para ser bom. Se és verdadeiramente bom, vais escrever até te doerem os olhos e até à última gota de inspiração porque, no fim, apesar de a tua vida estar igual, tu não vais sentir que está. Quando escreves e crias alguém que passa por dificuldades e felicidades, vais-te aperceber que há tanta coisa que essa personagem ainda não viu nem fez, e vais sentir orgulho por essa tua criação. Esse orgulho próprio vai valer mais que a apreciação de qualquer pessoa.

Segundo, se te puseres nas histórias vai ser mais fácil escrever. Não tenhas medo de expor o que pensas ou o que és, numa personagem ou em todas. É isso que faz a história ter conteúdo, ter o autor e as suas ideias e crenças, ou o completo oposto. Lembra-te que é a tua história, podes pôr o que quiseres nela.

Terceiro, não faz mal se não for perfeito. Não faz mal se ao capítulo 100 odiares tudo o que criaste e apagares tudo. Não faz mal se estiverem a entrar para a escola a um sábado, depois de beberem até cair na noite passada. Não faz mal cometer erros e incoerências, nunca vai estar a 100% por mais que tentes. É importante ter uma capa chamativa e algo diferente e único, mas mais importante é estares contente com o teu trabalho. No fim, o importante é o escritor estar satisfeito com o que acabou de publicar.

13. Por último, podes deixar uma mensagem aos leitores do blogue? 

Em primeiro, fico muito feliz porque encontraram um blog de uma rapariga muito perspicaz e com críticas e opiniões muito sólidas que vão ajudar nas vossas escolhas de livros, filmes, etc... Aconselho-vos a descobrirem também a conta desta blogger porque ela escreve muito bem e vão de certeza gostar.

Depois, se precisarem de incentivo, críticas ou ajuda, sintam-se à vontade para recorrer a mim. Sejam escritores ou estudem para todas as profissões, como eu. Sejam a cada dia a melhor versão de vocês que podem ser, sejam bondosos e empáticos. Não se intimides por pessoas que sabem o que querem e lutam por isso, sejam esse tipo de pessoa. Se não tiverem a certeza, não faz mal, andamos todos ligeiramente perdidos. Apenas não se contentem com o que a vida e as vossas circunstâncias vos permitam, façam mais, sejam mais. É o que eu tento fazer, e claro que não vai correr bem todos os dias, mas se fizerem o que amam, vão ser bons em qualquer coisa.


E foi isto com a Miriam. Quero começar por agradecer pela disponibilidade e pelas palavras tão queridas que ela dedicou ao blogue e até a mim. Espero que tenham gostado. Como puderam ver, duas pessoas podem partilhar a mesma paixão pela escrita, tendo ideias e maneiras de fazer as coisas que são completamente diferentes e esse era outro dos meus objetivos com isto - mostrar-vos que, no mundo das letras, não há certos ou errados no que toca à maneira de fazer as coisas.

Podem encontrar a conta de wattpad da Miriam aqui e eu sugiro que o façam, devido ao talento que, em Alone Together, ela mostra ter. Além disso, não se esqueçam de passar também na página de facebook do blogue, onde podem acompanhar tudo ao segundo; basta carregarem aqui.

Boas leituras e não se esqueçam de deixar a vossa opinião!

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