PAPER TOWNS | MOVIE REVIEW

A escola não deve ocupar todas as 24 horas do nosso dia. Há que dormir, comer, estudar também, é claro, e há que descansar . A minha maneira...

A escola não deve ocupar todas as 24 horas do nosso dia. Há que dormir, comer, estudar também, é claro, e há que descansar. A minha maneira de descansar e de fugir um pouco a todo o stress que estas primeiras semanas  me causaram foi ao fazer uma pequena sessão de home cinema. O escolhido para aquela tarde foi o Cidades de Papel, que saiu no cinema este verão.


Eu já vos tinha falado do livro - se não se lembram, basta carregarem aqui - e lembro-me de que, nessa altura, ainda não tinha visto sequer o trailer do filme, pois as adaptações de livros ao cinema é algo que me assusta, principalmente quando gosto do livro. Tenho a dizer que esta foi uma adaptação que me surpreendeu e pela positiva!

A primeira coisa que reparei no filme foi na forma como o a introdução era fiel à do livro, as palavras ditas eram praticamente as mesmas que John Green havia escrito no primeiro parágrafo do livro. A história é muito, muito semelhante à do livro, bem como a maneira de ser das personagens e as suas falas. Como em qualquer adaptação há, no entanto, algumas cenas que são acrescentadas ao filme e que não pertencem ao livro. No caso de Cidades de Papel, as cenas acrescentadas apenas beneficiaram o filme, tornando-o quase tão bom como o livro.

Para quem não conhece a história, o filme, dirigido por Jake Schreier, conta-nos a história de dois amigos de infância, Margo Roth Spiegelman (Cara Delevingne) e Quentin Jacobsen (Nat Wolff), mais conhecido por Q, que, por vários motivos, se afastam com o passar do tempo. As circunstâncias, no entanto, fazem com que Margo recorra a Quentin, devido à necessidade de um parceiro de crime para a sua mais recente aventura. Q, apaixonado pela rapariga desde que ela se mudara para a sua rua, quando os dois eram crianças, rapidamente se deixa convencer e junta-se a Margo numa aventura que o marcou de uma forma inexplicável.

A surpresa vem no dia seguinte quando tudo aponta para que Margo esteja desaparecida. A família não se preocupa com o desaparecimento da rapariga, dado que este tipo de fugas eram normais vindas de dela, tendo até dado origem a diversas histórias fantásticas que criavam a fama de Margo Roth Spiegelman. Quentin, no entanto, estava preocupado com a rapariga e procurou, incansavelmente, por pistas que o fizessem perceber onde a jovem estava e como estava.

Ainda que, nesta parte final e nas especulações sobre o que aconteceu com Margo, o filme se afaste ligeiramente das palavras de John Green, continua a ser um fantástico filme para ver numa tarde em que precisamos de desanuviar da escola. É um filme com um bom roteiro, com cenas que parecem reais e, acima de tudo, é um filme e um livro que nos dá vontade de partir à aventura, de maneira a descobrirmos quem realmente somos.

Em breve, novos posts ainda relacionados com a sétima arte. E quanto a vocês? O que fazem quando precisam de descontrair? Já viram este filme? O que acharam?

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4 comentários

  1. Concordo contigo, quando leio um livro tenho sempre algum receio de ver o filme porque, pela norma, fogem todos à história. Este livro já o tinha visto à venda à algum tempo li a sinopse e adorei, entretanto vi o filme e gostei ainda mais, é muito bom na sua realizações e na história em si.
    Mas acabei por não comprar o livro por medo de me desiludir, mas já que dizes que está bastante fiel irei comprar de certeza porque adorei a história, talvez um dos filmes que gostei mais até hoje, tendo o género.
    with love, KATE ❤

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    1. Acho que qualquer pessoa que preze a leitura tem sempre receio das adaptações. Eu, pessoalmente, já tive inúmeras desilusões e tinha medo que esta fosse mais uma. Felizmente, enganei-me!

      Está mesmo bastante fiel e, se gostaste do filme, vais adorar o livro, sem dúvida alguma! Boas leituras!

      Muito obrigada pelo teu comentário e pela tua visita.

      Beijinhos.

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  2. Não conhecia, desde que fui mãe deixei de conseguir ver tantos filmes como fazia. Mas pelo que escreves parece ser bem interessante :)

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    1. Eu achei-o bastante interessante, até pelo facto de que cada um pode retirar do filme a mensagem que mais correta lhe parecer. Podes sempre ver o trailer primeiro e, se te agradar, tentar arranjar um tempinho.

      Muito obrigada pela tua visita e pelo teu comentário.

      Eliminar

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