A PAIXÃO DO JOVEM WERTHER | BOOK REVIEW

Escrito por Johann Wolfgang von Goethe, A Paixão do Jovem Werther  é um livro que data ao final do século XVIII. A obra, considerada por mui...

Escrito por Johann Wolfgang von Goethe, A Paixão do Jovem Werther é um livro que data ao final do século XVIII. A obra, considerada por muitos uma obra-prima da literatura mundial, é não só uma das primeiras do autor como um marco inicial do romantismo. Aliado ao romance surge ainda um toque autobiográfico, com a troca de alguns nomes e lugares e com a adição de algumas partes fictícias.


A Paixão do Jovem Werther é um livro organizado por cartas, escritas com bastante frequência, pela personagem principal - Werther, que se pensa ser inspirado no próprio Goethe - a Wilhelm. As cartas, que se iniciam a maio de 1771, são a forma como o protagonista conta ao seu amigo como está a correr a vida na cidade para onde se mudou.

É através dessas cartas que a história nos é narrada, sendo que temos apenas acesso à correspondência que é enviada e nunca às respostas escritas por Wilhelm, que funciona como um narratário. Ao seu amigo, o protagonista conta tudo sobre o sítio onde agora vive, desde as suas experiências às pessoas que conhece e à forma como se comportam. É assim que ficamos a conhecer Charlotte, uma jovem por quem Werther se apaixona. No entanto, Lotte, como é carinhosamente apelidada, está prometida a outro homem, Albert, do qual está noiva.

Esse é o principal assunto do livro alemão que, embora seja considerado por vários uma obra-prima, eu detestei. E acreditem, eu sei que detestar pode ser uma palavra muito forte, mas nada na história Werther me cativa.

O meu desagrado começa exatamente na oitava página da obra: não sei quanto a vocês, mas, para mim, os prefácios são tão parte do livro como qualquer capítulo e por isso leio-os sempre. Este livro não foi exceção, mas talvez devesse ter sido. Para além de um prefácio demasiado longo - cerca de oito páginas ou mais, se bem me recordo -, continha demasiada informação histórica que não era tão necessária à história como podia parecer. Ok, é sempre bom ter algumas referências históricas, principalmente quando se trata de um romance de cariz quase autobiográfico que se passa no século XVIII, mas tudo com conta, peso e medida.

 Além disso, segundo o que eu julgava serem regras não pronunciadas mas óbvias, também ninguém tem interesse em saber o final da história antes sequer de começar a ler a história em si. Foi, no entanto, isso que aconteceu. Precisamente na oitava página do livro, ainda no prefácio, temos o desfecho da história, que eu não vou partilhar por razões lógicas.

Como podem calcular, isso é algo que nos tira completamente a vontade de prosseguir a leitura. A verdade é que o resto do livro acaba depois por não conseguir recapturar a nossa atenção, tornando-se numa obra aborrecida e que lemos quase por obrigação.

Se A Paixão do Jovem Werther era um dos livros que estava na vossa lista de leituras, aconselho-vos a fazerem alguma pesquisa sobre o mesmo antes e sobre a sua história, de maneira a terem a certeza de que estão a fazer a escolha certa. Ainda assim, aviso desde já que qualquer que seja a pesquisa que façam, vão encontrar spoilers acerca do seu final e isso é algo para que devem estar preparados. Espero, em breve, poder trazer-vos a review de um livro que tenha sido do meu agrado - pois é sempre melhor quando falamos sobre coisas de que gostamos. Enquanto isso não acontece, deixo-vos com uma citação que pode ser encontrada logo nas primeiras cartas do livro de Goethe:

" ... não quero mais remoer os pequenos dissabores que o destino põe à nossa frente, como sempre fiz; quero gozar o presente e o passado, para mim, passado será." 
- Johann Wolfgang von Goethe 

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8 comentários

  1. Respostas
    1. Não é muito conhecido, de facto. Obrigada pela tua visita e pelo teu comentário.

      Um beijinho,
      Beatriz.

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  2. Sempre atenciosa, querida Beatriz. Muito obrigado :D
    Sim, elas são ótimas aliadas para a meia estação e dão aquele ar mesmo confortável :D

    Não conhecia nem o autor nem o livro mas pareceu-me super entusiasmante. Já não leio faz algum tempo e começo a sentir falta. Fiquei mesmo curioso por ler este :D

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    1. As leituras são algo que fazem sempre falta, a verdade é essa! Se o leres, diz-me o que achaste! É sempre bom ter outro ponto de vista das coisas.

      Obrigada pela tua visita e pelo comentário.

      Um beijinho,
      Beatriz.

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  3. Acredita que é mesmo super simples, querida Beatriz :D Só precisas de ter um bocadinho de paciência e alguém te ajude :P
    Ohn, achas mesmo?! :3 Por acaso já me tinha passado algo desse género pela cabeça :D

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    InstagramFacebook Oficial PageMiguel Gouveia / Blog Pieces Of Me :D

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    1. Acho mesmo, a sério! Junta-os todos e quando achares que tens suficientes, e é se ainda não tiveres!, leva a uma editora. Não perdes nada em tentar!

      Um beijinho.

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  4. Encontrei esse seu post ^^
    Olha que curioso! Aqui no Brasil, a obra se chama "Os Sofrimentos do Jovem Werther".
    Eu o li quando ainda era bem jovem, e estava lendo muitos romances daqueles que matam o coração huahua era viciada em Álvares de Azevedo, Augusto dos Anjos, e então encontrei Goethe e li Werther. Na época, amei o livro huahua

    bruna-morgan.blogspot.com

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    1. Confesso que não gostei mesmo nadinha, mas são opiniões e fico contente por haver quem discorde! É bom sinal! Obrigada pela visita e pelo comentário!

      Um beijinho!

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