Há exatamente uma semana começava, no Passeio Marítimo de Algés, um dos muitos festivais que enchem o calendário durante os três meses de verão. Prometendo ter "O melhor cartaz. Sempre.", o NOS Alive trouxe a Portugal uma imensidão de artistas, dos mais diversos géneros e um bocadinho de todo o mundo. Posso dizer-vos, com toda a honestidade, que o primeiro dia de festival foi um arraso e que quem lá esteve não se arrepende do dinheiro que gastou no bilhete. Cheguei a Algés pouco depois da 14h e garanto-vos que, praticamente doze horas depois, quando sai, trazia o coração cheio - bem como uma grande dor nas pernas e com as minhas costas a odiarem-me!
O destaque no primeiro dia do NOS Alive ia para The Weeknd, que assumiria o seu lugar no palco principal pouco antes da uma da manhã. Por esse palco, passaram ainda os Alt-J, os The XX e ainda dois outros nomes que não me eram familiares - os You Can't Win, Charlie Brown e os Phoenix. É, claro que, como já é habitual, o festival estava cheio de outros palcos, desde o palco da comédia ao palco clubbing, tendo ainda um sítio dedicado exclusivamente ao fado!
Por todo o recinto, havia ainda locais associados aos patrocinadores do festival, onde estavam disponíveis jogos e atividades para os festivaleiros; eu e as minhas companheiras de festival visitámos vários, desde o da Fnac, cujo resultado vêm aí em baixo, ao da Everything is New, cujas ofertas variavam de pins a bilhetes para concertos! Para além das diversas barraquinhas, recolhemos ainda o chapéu da edição deste ano do festival, o mini-guia que eles oferecem e juntámo-nos ao movimento #faceforgreen, onde nos comprometíamos a reciclar, pelo menos, durante a nossa estadia no festival.
Hoje, estou aqui para vos contar tudo!
O destaque no primeiro dia do NOS Alive ia para The Weeknd, que assumiria o seu lugar no palco principal pouco antes da uma da manhã. Por esse palco, passaram ainda os Alt-J, os The XX e ainda dois outros nomes que não me eram familiares - os You Can't Win, Charlie Brown e os Phoenix. É, claro que, como já é habitual, o festival estava cheio de outros palcos, desde o palco da comédia ao palco clubbing, tendo ainda um sítio dedicado exclusivamente ao fado!
Por todo o recinto, havia ainda locais associados aos patrocinadores do festival, onde estavam disponíveis jogos e atividades para os festivaleiros; eu e as minhas companheiras de festival visitámos vários, desde o da Fnac, cujo resultado vêm aí em baixo, ao da Everything is New, cujas ofertas variavam de pins a bilhetes para concertos! Para além das diversas barraquinhas, recolhemos ainda o chapéu da edição deste ano do festival, o mini-guia que eles oferecem e juntámo-nos ao movimento #faceforgreen, onde nos comprometíamos a reciclar, pelo menos, durante a nossa estadia no festival.
Como devem calcular, estávamos mortinhas por um bom lugar no palco principal, até porque nos outros palcos não havia nada que nos cativasse muito, o que fez com que cerca de hora e meia antes do início dos concertos fôssemos para perto do palco, onde ficámos sentadas a conversar. Isso valeu a pena, claro está!, uma vez que acabámos por ficar praticamente na sexta fila, com uma visão praticamente privilegiada para o palco!
O primeiro concerto foi dos You Can't Win, Charlie Brown - eu não os conhecia, mas posso dizer-vos que foi uma ótima experiência ouvi-los ao vivo! São uma banda portuguesa, estão juntos desde 2009 e têm músicas muito bonitas, com uma onda muito descontraída. Para além disso, o vocalista, que foi quem mais interagiu com o público, era extremamente simpático e dava a impressão de ser uma pessoa muito simples e verdadeiramente grata por estar ali. Uma das coisas que mais merece destaque é, na minha opinião, as harmonias que eles faziam, que nos deixavam de queixo caído!
Aproveito também para avisar que não tirei muitas fotos aos concertos, apenas algumas no início de cada um para poder trazer-vos depois, dai que vá partilhar apenas uma ou duas de cada uma das atuações - mas tenho a certeza que vocês compreendem isso, até porque os concertos são para aproveitar e não para fotografar!
Seguiram-se os Alt-J, que deram um concerto fantástico! Subiram ao palco com 3WW, e honraram (acreditem, nem sequer estou a exagerar na palavra) o público com muitos outros temas, como Matilda, In Cold Blood, Breezeblocks e, como não podia deixar de ser, Tessellate. Mostraram-se muito simples, muito concentrados na sua música e sem muitos efeitos especiais para além das luzes que tinham a dividir cada compartimento. Resta-me apenas dizer que foi mesmo uma atuação incrível e caramba, quem me dera repetir!
Seguiram-se então os Phoenix - eu não os conhecia antes do concerto, embora tenha reconhecido uma música deles quando a cantaram ao vivo. O estilo de música não é dos que mais me agrada, confesso, embora saiba reconhecer que são muito bons entertainers e que deram um ótimo concerto! O público inteiro vibrou, saltou e gritou com e por eles, mesmo os que não estavam lá de propósito para os ver. O ponto alto do concerto foi, definitivamente, quando o vocalista veio cantar para o meio da multidão! Aqui entre nós, acrescento ainda o facto de terem fundos fantásticos a acompanhar as músicas.
A seguir aos Phoenix, foi a vez dos The XX tomarem o seu lugar no palco e posso dizer-vos, com todas as certezas e mais algumas, que eles mandaram a casa abaixo! Iniciando o concerto com Intro, do seu álbum de 2009, estes três fizeram uma das melhores atuações da noite, fazendo com que o público não só cantasse, mas sentisse cada tema interpretado. É-me completamente impossível escolher um ponto alto na hora e meia que os The XX estiveram em palco, mas há coisas que merecem, sem dúvida alguma, destaque - primeiro, a Romy a cantar Performance; segundo, a cumplicidade entre ela e o Oliver durante todo o concerto, mas principalmente quando tocavam frente a frente; as inúmeras declarações de amor que fizeram a Portugal e ao público e, por último, a declaração de amor que a Romy fez à noiva, antes de cantar Angels.
O dia no palco principal termina, claro está, com o cabeça de cartaz! Embora tivesse muito interesse em ver Alt-J e The XX ao vivo, o meu foco principal quando comprei o bilhete era precisamente o senhor Abel Tesfaye. Não há muito a dizer sobre o concerto do The Weeknd para além de dizer que arrasou, por completo! Foi um momento em que esqueci por completo as minhas dores nas pernas e o facto de que iria, de certeza, acordar rouca na manhã seguinte. Foi absolutamente lindo ver aquele mar de gente cantar a uma só voz os temas que passavam; foi lindo ver toda a gente saltar como se tivesse acabado de chegar ali, mesmo depois de horas e horas em pé! Para além de tudo isso, não posso deixar de dizer que a presença dele em palco era incrível e que era fantástico vê-lo correr de um lado para o outro do palco, enquanto cantava connosco e puxava ainda mais por nós.
Não é difícil de adivinhar que, no final do dia, o que sobravam eram dores nas pernas e muito pouca voz, mas, acima de tudo, uma sensação de coração cheio! Valeu tudo a pena, desde as horas em pé a ter que jantar no meio da multidão. Foi, sem dúvida alguma, um dia fantástico, muito bem passado e algo que quero repetir desde que sai de lá!
Quero terminar por vos dizer para irem a tantos concertos quanto puderem! Aproveitem! Saiam de casa, ouçam música ao vivo, conheçam artistas novos e dêm um pulo para fora da vossa zona de conforto! Há um mundo enorme à vossa espera e, garanto-vos, é fantástico!

















